Os grupos de militantes homossexuais estão com uma equipe de ativistas em Brasília acompanhando o projeto contra a homofobia. Infelizmente, a adiação da votação do projeto ocorreu porque uma senadora favorável aos grupos gays pretende ganhar tempo para que o projeto seja aprovado.
A notícia abaixo, elaborada ontem, vem diretamente dos ativistas homossexuais e foi destinada a informar os grupos de militantes homossexuais.
Julio Severo
Notícia veiculada internamente entre grupos gays em 15 de março de 2007:
Presidente da ABGLT e Projeto Aliadas acompanham votação..
... desde ontem (14/03) quando chegaram informações que o Senador Marcelo Crivela (PRB/RJ) pediria vistas ao projeto 122/2006. O Senador que não era membro da Comissão de Direitos Humanos pediu inclusão do seu nome na comissão.
Na tarde de ontem o coordenador do Projeto Aliadas e Presidente da ABGLT Toni Reis foi ao gabinete do senador fluminense. Toni foi atendido pelos assessores do senador que disseram que querem debater o projeto no senado, a preocupação de Crivela á a punição que pastores podem sofrer com a lei.
Hoje na reunião da comissão a senadora Fátima Cleide solicitou ao senador Paulo Paim a retirada do PL, e justificou emocionada sua decisão “Tenho motivos pessoais e emocionais para que esse projeto seja aprovado, por isso retiro da pauta para ouvirmos os diversos setores”. A pedido da senadora o grupo de trabalho deve concluir e apresentar o resultado do grupo em 15 dias. “Com acordo ou sem acordo, o projeto será votado” garantiu Paulo Paim.
Cerca de 10 senhores cristãos portando botons com imagens de Nossa Senhora Aparecida e Cruzes estavam no plenário. De aliados estavam presentes, Dr Ivair dos Santos do CNCD, Toni Reis, Igo Martini do Projeto Aliadas, Caio Varela consultor da ABGLT, Miriam Correa da bancada do PT na Câmara, Tatiane Lionço e Simone ambas do GT de do Ministério da Saúde, Elias Oliveira do GT do MEC, Eduardo Santarello do Programa Brasil Sem Homofobia da SEDH e Leiliane Rebouças do Harpazzo.
O presidente da CDH Paulo Paim elogiou a senadora afirmando que essa era uma decisão correta e componente, “Recebemos milhares e milhares de e-mails contra e a favor do projeto, por isso temos uma Linha de equilíbrio no avanço no combate a discriminação”, disse Paim.
O senador Gilvan Borges(PMDB/ AP) afirmou que o projeto atinge de forma danosa diversos segmentos principalmente o religioso e pediu que o assunto seja debatido em uma audiência pública, Flavio Arns concordou com a audiência desde que seja instituído o grupo de trabalho
“Apenas uma audiência pública prejudicará o debate que tanto queremos, não devemos admitir nenhuma forma de discriminação e essa casa (o Senado) deve assumir esse papel” , disse Arns , o senador ainda lembrou que em 2006 quando visitou o grupo dignidade ouviu diversos relatos de GLBT que sofrem com a discriminação , e disse ter se chocado com os depoimentos deprimentes de violência e exclusão social, "tenho um compromisso com os homossexuais do Paraná por isso contribuirei neste debate no Senado". Arns assinou a ficha de adesão e formalizou sua entrada na Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT.
O Senador Geraldo Mesquita Jr (PMDB/AC) defendeu o parecer da relatora e disse que a senadora Fátima Cleide sempre esteve disponível para debater o tema, em seguida o senador criticou o Papa Bento XVI “ O papa não deve criticar o segundo casamento , ele precisa combater a pedofilia na igreja católica” (veja matéria no site do senado) .
Marcelo Crivela “Não podemos negar as pessoas o direito a fé em suas convicções religiosas, não permitimos a discriminação, devemos lutar contra ela e devemos respeito aos homossexuais”
Para finalizar o debate o Senador Paulo Paim informou que vários senadores ligaram durante a sessão pedindo para serem incluídos no grupo de Trabalho. A senadora Fátima Cleide convidou a sociedade civil a participar do trabalho.
Na saída Toni Reis conversou com o Senador Marcelo Crivela, “Queremos estabelecer dialogo”. Crivela disse que não costuma discriminar ninguém e citou como exemplo a TV Record “Temos Diversos profissionais gays na Record, e nunca discriminamos ninguém lá, apesar de ser pecado”.
O Presidente da ABGLT informou que o Projeto Aliadas continuará o trabalho de advocacy no Senado e trará outras informações, “Agradecemos todas e todos que enviaram e-mail, é necessário continuarmos com a mobilização, a batalha será difícil. Temos todo o empenho da Senadora Fátima Cleide para aprovar o PL, mas precisaremos de todo o apoio do movimento GLBT”, disse Toni Reis.
... desde ontem (14/03) quando chegaram informações que o Senador Marcelo Crivela (PRB/RJ) pediria vistas ao projeto 122/2006. O Senador que não era membro da Comissão de Direitos Humanos pediu inclusão do seu nome na comissão.
Na tarde de ontem o coordenador do Projeto Aliadas e Presidente da ABGLT Toni Reis foi ao gabinete do senador fluminense. Toni foi atendido pelos assessores do senador que disseram que querem debater o projeto no senado, a preocupação de Crivela á a punição que pastores podem sofrer com a lei.
Hoje na reunião da comissão a senadora Fátima Cleide solicitou ao senador Paulo Paim a retirada do PL, e justificou emocionada sua decisão “Tenho motivos pessoais e emocionais para que esse projeto seja aprovado, por isso retiro da pauta para ouvirmos os diversos setores”. A pedido da senadora o grupo de trabalho deve concluir e apresentar o resultado do grupo em 15 dias. “Com acordo ou sem acordo, o projeto será votado” garantiu Paulo Paim.
Cerca de 10 senhores cristãos portando botons com imagens de Nossa Senhora Aparecida e Cruzes estavam no plenário. De aliados estavam presentes, Dr Ivair dos Santos do CNCD, Toni Reis, Igo Martini do Projeto Aliadas, Caio Varela consultor da ABGLT, Miriam Correa da bancada do PT na Câmara, Tatiane Lionço e Simone ambas do GT de do Ministério da Saúde, Elias Oliveira do GT do MEC, Eduardo Santarello do Programa Brasil Sem Homofobia da SEDH e Leiliane Rebouças do Harpazzo.
O presidente da CDH Paulo Paim elogiou a senadora afirmando que essa era uma decisão correta e componente, “Recebemos milhares e milhares de e-mails contra e a favor do projeto, por isso temos uma Linha de equilíbrio no avanço no combate a discriminação”, disse Paim.
O senador Gilvan Borges(PMDB/ AP) afirmou que o projeto atinge de forma danosa diversos segmentos principalmente o religioso e pediu que o assunto seja debatido em uma audiência pública, Flavio Arns concordou com a audiência desde que seja instituído o grupo de trabalho
“Apenas uma audiência pública prejudicará o debate que tanto queremos, não devemos admitir nenhuma forma de discriminação e essa casa (o Senado) deve assumir esse papel” , disse Arns , o senador ainda lembrou que em 2006 quando visitou o grupo dignidade ouviu diversos relatos de GLBT que sofrem com a discriminação , e disse ter se chocado com os depoimentos deprimentes de violência e exclusão social, "tenho um compromisso com os homossexuais do Paraná por isso contribuirei neste debate no Senado". Arns assinou a ficha de adesão e formalizou sua entrada na Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT.
O Senador Geraldo Mesquita Jr (PMDB/AC) defendeu o parecer da relatora e disse que a senadora Fátima Cleide sempre esteve disponível para debater o tema, em seguida o senador criticou o Papa Bento XVI “ O papa não deve criticar o segundo casamento , ele precisa combater a pedofilia na igreja católica” (veja matéria no site do senado) .
Marcelo Crivela “Não podemos negar as pessoas o direito a fé em suas convicções religiosas, não permitimos a discriminação, devemos lutar contra ela e devemos respeito aos homossexuais”
Para finalizar o debate o Senador Paulo Paim informou que vários senadores ligaram durante a sessão pedindo para serem incluídos no grupo de Trabalho. A senadora Fátima Cleide convidou a sociedade civil a participar do trabalho.
Na saída Toni Reis conversou com o Senador Marcelo Crivela, “Queremos estabelecer dialogo”. Crivela disse que não costuma discriminar ninguém e citou como exemplo a TV Record “Temos Diversos profissionais gays na Record, e nunca discriminamos ninguém lá, apesar de ser pecado”.
O Presidente da ABGLT informou que o Projeto Aliadas continuará o trabalho de advocacy no Senado e trará outras informações, “Agradecemos todas e todos que enviaram e-mail, é necessário continuarmos com a mobilização, a batalha será difícil. Temos todo o empenho da Senadora Fátima Cleide para aprovar o PL, mas precisaremos de todo o apoio do movimento GLBT”, disse Toni Reis.