Bispo anglicano está sofrendo processo porque não quis empregar um homossexual sexualmente ativo para trabalhar com os jovens da igreja
Hilary White
HEREFORD, Inglaterra, 5 de abril de 2007 (LifeSiteNews. com) — Numa ação que poderá se tornar um importante precedente legal para a Lei de Orientação Sexual, que foi aprovada recentemente na Inglaterra, um bispo anglicano está no banco dos réus se defendendo por se recusar a empregar um homem que leva um estilo de vida homossexual ativo.
O Rev. Anthony Priddis, bispo anglicano de Hereford, rejeitou a acusação de discriminação injusta, dizendo que ele se recusou a empregar John Reaney para trabalhar com os jovens da igreja porque Reaney confessou estar envolvido em atividade sexual fora do casamento.
Reaney, de 41 anos, de Llandud-no, de Gales, está processando a Diocese de Hereford, afirmando que ele teve um emprego negado porque ele é homossexual. Sua queixa está recebendo o apoio da entidade homossexual Stonewall, o grupo de lobby político notoriamente anticristão em grande parte responsável pela imposição da Lei de Orientação Sexual.
A “orientação” de Reaney não era a questão, disse o bispo, “mas o estilo de vida do sr. Reaney tem o potencial de causar impacto na liderança espiritual, moral e ética dentro da diocese”.
A doutrina cristã de pureza sexual é ainda o ensino e posição oficial da Igreja da Inglaterra, e o Bispo Priddis disse: “O que está em questão é o estilo de vida, prática e conduta sexual, quer o pretendente a emprego dentro da igreja seja homossexual, heterossexual ou transexual”.
“O ensino da Igreja faz distinção entre orientação sexual e prática e estilo de vida”, disse o Bispo Priddis. “Não cometemos discriminação contra o sr. Reaney por causa da sexualidade. Se assim fosse, nem o chamaríamos para uma entrevista”.
Antes da aprovação da Lei de Orientação Sexual, a Lei de Igualdade de 2006 isentava as organizações religiosas das leis antidiscriminaçã o. As igrejas e organizações religiosas fizeram campanhas contra a aprovação da Lei de Orientação Sexual, dizendo que essa lei daria aos ativistas homossexuais poder para processar os religiosos. Mesmo assim, a lei foi aprovada.
O caso Reaney, que poderá se tornar precedente, é considerado o primeiro dos embates legais que ainda se esperam entre direitos homossexuais e direitos religiosos.